sábado, 28 de julho de 2007

Se não podemos acabar com os homens, então mudemo-los!


No desenho South Park, os Crab People - Homens-Carangueijo - são criaturas que vivem sob a Terra, e que foram aprisionados há centenas de anos atrás pelos homens, depois das Guerras Kindling. Anos após anos, eles vem bolando uma maneira de sujeitar os seres humanos, como vingança. Então os Crab People contruíram corpos de silicone e se infiltraram entre nós, para nos transformar em metrossexuais, nos deixando frouxos e permitindo que dominassem o mundo.

No Brasil, há alguns exemplares de Crab People. No decorrer da vida do nosso modesto blog, pugnaremos por denunciar essas estranhas formas de vida - como dizia Amália Rodrigues, uma das representantes mais ilustres dos Carangueijos.

A figurinha da foto é manjada; um Crab People que há décadas tenta manter-nos sujeitos às suas loterias mirabolantes, e a seus prêmios nem tanto: Senor Abravanel.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Pra inglês comentar - Ou: eu também sei as causas!!!


"Um artigo assinado pelo correspondente do jornal britânico Financial Times no Brasil, Jonathan Wheatley, critica duramente a resposta do governo brasileiro ao acidente envolvendo o avião da TAM, na semana passada.
(...)
A conclusão do correspondente é que 'qualquer que seja a causa do acidente, ele era uma tragédia esperando para acontecer'."
Fonte: Folha Online

Curto e grosso: faz sentido essa colocação? O que o governo teria a ver com o acidente se for comprovada falha mecânica do Airbus? Se houve problemas mecânicos no avião, a culpa é exclusivamente da empresa Airbus e/ou da própria TAM.

Daqui a pouco chamarão São Pedro para a CPI da chuva na pista...

(legenda da foto: "É você?")

sexta-feira, 20 de julho de 2007

MORREU, MORREU!!!


Tenho o prazer de postar aqui, neste humilde blog, a morte de um dos maiores safados da política brasileira:


MORREU ACM!!!!


Só o tanto que aquele desgraçado roubou e aprontou nesse país, merecia uma grande festa nacional! Fogos de artifício seria pouco pra uma comemoração desse porte! Mais gente da laia de ACM deveria ir para o inferno com ele, como José Serra por exemplo...

Fica aqui registrada a minha alegria.

Adeus ACM... Que sua alma queime no inferno!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Nojeira polítco-partidária - ou, José Serra...


Uma das coisas que mais está me revoltando é o governador de São Paulo, José Serra, se promovendo em cima do acidente da TAM, dando pitaco sobre o ocorrido, e informações como se fosse um jornalista. Atitude que, nos últimos dias, só se comparou, em muitíssimo menor escala de semvergonhice polítiqueira, com a vaia ensaiada pelo César Maia.

O Brasil tem que conhecer melhor quem almeja a sua presidência... Imagina esse crápula tucano no governo? Como disse a nossa filósofa emérita salve-salve: "Eu tenho medo...".

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Pan, Pan, Pow, Pum, Bam! - Post a jato...


1º Dizem que as vais para o Lula foram ensaiadas dias antes por funcionários da prefeitura do Rio, que receberam ingressos e transporte gratuito para a abertura do Pan;

2º Além das maracutaias esperadas pelos governos e iniciativa privada, milhares de pessoas foram desalojadas em virtude do Pan2007;

3º O Rio vive um clima de ocupação militar - Estado de Exceção, como diz o prefeito César Maia;

4º Diogo Silva ganhou o ouro porque é competente, e não pela ajuda governamental. Aliás, o Brasil é cheio desse tipo de exemplo: o povo só ganha prata e bronze porque não tem condições de treinamento/estudos suficiente para se equiparar tecnicamente com os outros países;

5º Um troço que foi orçado em R$ 750 milhões, agora custa R$ 3 bilhões.

Pergunta: será que o retorno será maior que o investimento?
Pergunta: Por que o Rio, e não uma outra capital/cidade mais segura?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Computadores, videogames, e o mundo que virá...


O videogame Wii, da Nintendo, lidera as vendas no setor. Tá, mas ele tem efeitos gráficos menos desenvolvidos que os da concorrência, os jogos são palha (leia-se: não são tão sangrentos quanto os primos das outras marcas), e aquele joystick é esquisito, tem que jogar em pé, etc. Mas, o que faz tanta gente comprá-lo? Simples: SIMPLICIDADE.

A Nintendo foi esperta em lançar um controle inovador e... SIMPLES! Basta chacoalhá-lo pra cá, pra lá, e, nossa!, já se está jogando. Particularmente eu nunca nem vi esse videogame, conheço-o por ouvi dizer, mas o que li já me credita a escrever este post. Toda uma gama de usuários pelo mundo (diga-se, primeiro mundo) está empolgada com essa novidade, a qual até idosos e donas-de-casa (geralmente os mais apáticos quanto a esse tipo de novidade tecnológica) estão entrando na onda. Os jogos são também simples e voltados à família, e, pelo que eu li, até ajudarão no aprendizado - por exemplo, com aulas de culinária. Mas, perai: eu estou fazendo propaganda da Nintendo?

Existe uma (eterna) discussão entre usuários (e, até certo ponto, militantes) do Windows e do Linux. Ambos trocam farpas, afirmando que um sistema é melhor que o outro por causa disso, disso e daquilo. O argumento dos defensores de Bill Gates é que o seu sistema operacional é fácil de usar, e é seguro - claro, mediante certos cuidados, como anti-vírus e firewalls. Já os militantes do pinguim afirmam que o seu sitema é mais seguro (praticamente não há vírus pra Linux, não porque os hackers tiveram dó, mas a sua arquitetura dificulta a ação dessas pragas) e estável (não trava com facilidade), além de poder ser personalizado ao gosto do usuário (claro, mediante conhecimentos avançados de computação), e ter uma atualização quanto a defeitos muito rápida (como são milhares de programadores ao redor do mundo, alguém, em algum lugar, que achar um bug, já providenciará o seu conserto pra ontem, enquanto no Windows, da descoberta até a solução, há um certo atraso). Mas, qual a ligação entre os sistemas operacionais e o videogame?

Simples! O debate entre aficcionados em computação chega a um ponto em que os windowmaníacos apontam a pretensa dificuldade em se operar o sistema concorrente como uma vantagem-chave para Bill Gates e sua trupe, argumento o qual os linuxmaníacos rebatem na mesma moeda. A bem da verdade - e contrariando ambos os lados -, eu penso que NENHUM deles seja fácil de usar. O que o feliz comprador de um automóvel quer é, em sua gigantesca maioria, sentar seu bumbum no banco e sair dirigindo. Compreender como funciona um motor, ou o sistema de injeção eletrônica, ou mesmo a diferença entre este e um carburador, é coisa pra interessados. Inegavelmente o conhecimento é um instrumento para, além de outras coisas, não ser enganado pelo mecânico.

Daí que entra o Wii: a sua simplicidade atrai os mais diversos públicos. Por que os sistemas operacinais não são feitos para dummies? Por que se tem tanto medo, e se comete tanta cagada - ou ninguém ouviu falar de fotos íntimas divulgadas na internet, só pra dar um exemplo? Porque eles são feitos para quem já tem familiaridade, não importando se é o primeiro computador de um lavrador maiquiniquense de 70 anos. Ambos os sistemas são difíceis, ambos são um enorme desafio, e muitas pessoas não querem saber como é configurada a lilo do Linux, ou como limpar o registro do Windows. Assim, vem a pergunta: cadê a simplicidade?

Enquanto não houver solução para a simplicidade dos sistemas, a tal inclusão digital estará cada vez mais difícil de ser alcançada. Claro, não quero dizer com isso que programas CAD devam ser adaptados para marinheiros de primeira viagem, mas que aplicativos de uso geral sejam acessíveis, a todo o instante, a qualquer um que deseje, sem que se precise de muita habilidade. Essa deveria ser a meta dos militantes do Linux, já que arrotam a superioridade deste sobre o outro. Eles deveriam usar da maleabilidade do sistema para implementar um ambiente de trabalho cada vez mais simples e didático (se possível, auto-didático). Deveriam trabalhar para que qualquer um, até o prezado senhor do exemplo acima, possa disfrutar da praticidade da tecnologia - aliás, esta deveria servir para facilitar a vida do homem, e não para complicá-la. A filosofia por trás da palavra informática é a facilitação, a automação do processamento de informações, e não a sua dificultação. Carros servem, basicamente, para nos levar de um lugar a outro, e os sistemas operacionais, analogamente, não estão cumprindo o seu objetivo, que é encurtar a distância entre a necessidade e sua satisfação.

P.S.: esta é a versão 1.0 deste artigo. Em breve será corrigida.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Tradição, família e propriedade... científica!


Deu no portal G1: um astrônomo estadunidense, pesquisador de estrelas, critica as descobertas de exoplanetas (planetas fora do nosso Sistema Solar), objetos que viraram moda hoje em dia. Ele diz que esses poderiam ser o que ele chama de
criptoplanetas, ou seja, grandes bolas de matéria que orbitam uma estrela, mas não foram feitos com os restos da sua formação, assim como os planetas normais, como a Terra. Ele explica o motivo para tanto alvoroço dos cientistas em torno desses novos planetas:

G1 - Por que os astrônomos parecem ter tanta dificuldade em abandonar o velho esquema de formação planetária, que, para explicar os exoplanetas, precisa ser adaptado com uma idéia de migração dos astros gigantes gasosos para perto da estrela? Kurucz - As pessoas normalmente tentam encaixar as novas descobertas em suas experiências anteriores. Elas não querem lidar com novas idéias e novos problemas. (grifos meus)

Fonte: Portal G1, Ciência e Saúde


Será que a mesma coisa não acontece na Academia? Eu me detenho nas Ciências Humanas em específico: há esse medo (ou preguiça, ou incapacidade, ou exigência do orientador/órgão financiador) de enxergar além, e de ficar sempre nos mesmos autores, nas mesmas teorias, nas mesmas colagens-Frankenstein de autores diversos num mesmo texto pra se justificar uma determinada conjuntura, situação ou fenômeno. Certas vezes - parecido com a afirmação do astrônomo - tenta-se encaixar a realidade na teoria, pois, se o emérito e venerável Dr. Fulano (ou, como no caso da História, Dr. Foulanault) disse isso, então é para a realidade se comportar dessa maneira - e ai dela sair da linha!!

Essa atitude sobre o objeto de estudo tem lá suas razões. As vezes é incapacidade de enxergar mais longe - e não podemos culpar a grande massa de cientistas (sejam eles das humanidades, das exatas ou biológicas) de ser assim, pois, como disse, se não me engano, Eric Hobsbawm, em A Era dos Extremos, a maior parte da humanidade não possui talento algum. Não se deve esperar que todo o cientista seja um Einstein à espera do grande estalo de genialidade, mas também não se deve renegar o trabalho de formiguinha que estes realizam, e que, juntos, formam a base para as grandes descobertas.

Agora, além disso, há o poder massacrante dos feudos acadêmicos, dos embaixadores de determinados pensadores que mantém um círculo de agregados e peões - pesquisadores e estagiários - e que, por mais que aqueles não sejam geniais a ponto de contribuir significativamente com o seu conhecimento para a humanidade, são os que ocupam cargos nas comissões científicas das universidades e governos, e tem o poder do canetaço: "Este convém, aquele não"; "Ele é amiguinho, ela não". E, assim, espalha-se a teia dos que, por um motivo ou outro, encontram-se na situação de continuadores da pesquisa do orientador ou do laboratório, produzindo o já gasto, não se permitindo inovar, pensar além, pois, se o fizerem, perdem o financiamento...

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Paris "slut" Hilton


Apresentadora de TV estadunidense recusa-se a priorizar uma notícia da socialite Paris Hilton em detrimento do noticiário sobre a guerra no Iraque. Ela chega a tentar atear fogo na pauta, mas, por fim, insere-a no picador de papel.

Vivemos num mundo onde o fetiche da mercadoria está tão impregnado, que poucas pessoas têm o bom senso de ordenar as coisas de acordo com a sua importância, e não quanto ao seu valor para o consumo. A guerra no Iraque é uma coisa tão distante, e tão abstrata para a maioria dos estadunidenses, e que aparece tantas vezes na TV, que já não desperta tanto interesse quanto as peripécias de uma menina rica, mimada e sem talento algum.

Interessante como essa tal de Paris, de uma hora para outra, transformou-se no mais puro exemplo de celebridade vazia. Ela é só uma imagem, não acrescenta nada a ninguém, e muito menos faz algo além de aparecer. Nesse mundo onde os símbolos são supervalorizados, várias pessoas acabam por esquecer-se que existe um chão, que ainda existe uma hierarquia de valores, de temas que suscitam discussão, de problemas a serem resolvidos, e se apegam, deixam-se levar pelo mundo de sonhos da dita "pós-modernidade", consumindo imagens, e não refletindo sobre elas.

Segundo o ditado, uma delas vale por mil palavras. Eu sempre acreditei, pelo contrário, que uma imagem suscita mais de mil palavras, pois, embora esses símbolos sejam imediatos, estejam ali, são, aparentemente, auto-explicativos, eles são passíveis de manipulação, e das mais simples e críveis. Dependendo do ângulo, do recorte da foto, pode-se, para além do Photoshop, selecionar o objeto a ser mostrado, omitindo tudo o que estiver em sua volta.

Sem reflexão, os diversos significados de um retrato podem ser deixados de lado, favorecendo o imediato, o apelo sentimental direto - o corpo mutilado, a criança passando fome -, descontextualizando o assunto, atribuindo-lhe valores alheios à realidade da conjuntura a qual foi retirada a fotografia - por exemplo.

Dessa forma - e encurtando a conversa -, a atenção do mundo - e, no caso, do telejornal norteamericano - para a pobre menina rica, deixando de lado questões mais importantes, exemplifica o nivel de alienação o qual chegamos, onde a socialite, o Iraque, a fome ou o trabalho escravo, são, cada vez mais, imagens, somente imagens, mais ou menos fortes, que, ao mudar-se de canal, ou virar-se a página, são substituidas por outras, como se o mundo se reduzisse a um conjunto de textos, símbolos soltos pairando no ar dos despreocupados.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

São crianças...


Bastaria o processo Ludovico para correção da ultra-violência detectada nas crianças que espancaram a trabalhadora Sirley Dias no Rio de Janeiro ?

Será que elas ouviram Beethoven antes de bater na moça?

Será que se embriagaram de leite batizado na Korova Milk Bar?

Tem algum deles o charme e o talento de Malcolm McDowell?

Eu sei que não vão ficar muito tempo na cadeia, pois são crianças, e no nosso perfeito e incorrupto sistema judiciário, crianças tem a ficha limpa aos 18 anos.

Meninos eu vi!!!


Uma vez um conhecido me disse que havia visitado, quando pequeno, uma favela do Rio de Janeiro. Ele tinha uns conhecidos por lá, que o levaram pra ver uma coisa na parte de cima do morro. Num puxadinho mal acabado, meu conhecido deu de cara com uma metralhadora anti-aérea, armada num tripé montado sobre rodas de carro.

Poisé, ontem (27/06) a puliça carioca, na sua invasão ao Complexo do Alemão, apreendeu, dentre granadas, fuzis e drogas, uma belezinha parecida com esta acima.

M1919 Browning, calibre .30. Arma de infantaria leve. Derruba avião. Talvez tenha sido esta a metralhadora encontrada pelo menino, e pela polícia.


Se a polícia bater lá em casa, vai encontrar esta terrível arma, feita pela Tramontina Co. & Sons. Assustadora não? Pena que só tenha a garantia. Bem que eu queria uma dessas com munição traçante, made in Exército do Brasil, desviada por algum sargento descontente...

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Parada Gay Brasília - 2007

Algumas fotos da parada LGBTTTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis, Transgêneros e Simpatizantes.).

Clique nas imagens para ampliá-las!

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sexta-feira, 15 de junho de 2007

Língua, línguas, mas sem beijo francês...


Lançado o tradutor Português-Miguxês/Fofolês, com três variações da linguagem usada na internet: o "Miguxês Arcaico", ou melhor, como se escrevia no ICQ e mIRC; o "Miguxês Moderno", ou como se escreve no MSN; e, por fim, o "Neo-Miguxês", usado no Orkut, Fotolog, e similares.

Vejamos como uma notícia da Folha Online seria se "isso" se incorporasse ao vernáculo oficial:

Original:
"A greve do Ibama começou depois que o governo decidiu dividir o órgão e criar o Instituto Chico Mendes por uma medida provisória editada em 26 de abril. O novo instituto ficará responsável pelas unidades de conservação ambiental e por programas de pesquisa da biodiversidade -atribuição atual de uma diretoria do Ibama."

Miguxês Arcaico:
a greve do ibama comecou depois q o governo decidiu dividir o orgao e criar o instituto chico mendes por 1 medida provisoria editada em 26 de abril. o novo instituto ficarah responsavel pelas unidades de conservacao ambiental e por programas de pesquisa da biodiversidade -atribuicao atual de 1 diretoria do ibama.

Miguxês Moderno:
"a grevi du ibama komesso dpois ke u governu decidiu dividi u orgaum i kriah u institutu xicu mendis por 1 medida provisoria editadeenha em 26 d abriu...... u novu institutu ficarah responsaveu pelas unidadis d konservassaum ambientau i por programas d peskiza da biodiversidadi -atribuissaum atuau d 1 diretoria du ibama......"

Neo-Miguxês:
"A grevi du iBAmAh komeXXOW dpOixXx Ki U GOVERnu DECIDiu diviDI U oRGauM i kriaH u iNsTiTUTU xXxIcu mENDIxXx POR 1 MediDaH PrOVisORIAH EDitaDeENhAH EM 26 DI abRIu...... u Novu insTItutu FIcaraH reSPoNSaVEu pelaxXx UnIdADixXx DI koNSeRvaXXAUm AMBIEntaU I POR pROGRaMAxXx di PEskiZAh DAh bIOdIvErsIdAdi -ATRibuIXXAUm ATuAu di 1 dIReTOrIah Du iBamAH......"

O que vem depois? A equipe do "É na manha que eu vou..." pesquisou as tendências de vanguarda, e descobriu o:

Pós-Ultra-Neo-Miguxês
"Duh hã hã closh ptui eeeeco eeeeeeco ui dã dã dã niiiiiiii Paris Hilton jãããã asdfg".

Sintética não?

O que vc faria se um asteróide caísse no seu quintal?


Camarada Liluska, do Soviet do Córrego Grande, nos mandou uma cartinha com uma pergunta:
"O que vc faria se um desses [o tal asteróide 2-Pallas] caísse no seu quintal?".

  • Bijuterias, colares, e outras bugigangas pra mulheres;
  • Lapidaria em formas místicas, e sairía por aí vendendo pedras energéticas;
  • Venderia para o Smithsonian ou para o National Geographic Institute, e compraria um BMW.
Existem mil maneiras de se aproveitar um asteróide... Invente uma!

(Foto: cristal que compõe o asteróide 2-Pallas: olivina incrustada em basalto.)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Sobre inclusão digital


A Marília me deu um toque importante: há sim entidades sérias que tratam da inclusão digital e social. O CDI é uma delas. Atua em diversos pontos do Brasil, e promove a cidadania por meio da tecnologia digital, utilizando princípios do grande educador Paulo Freire. Veja o video do CDI de Santa Catarina:

http://www.youtube.com/watch?v=DGhxfFr4Q-0

Mas a minha crítica àquelas entidades que louvam a tecnologia sem fundo social, só para vender computadores antigos à países subdesenvolvidos, continua...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Deu na Folha...


"Um levantamento realizado pelo governo da cidade de Buenos Aires revelou que 97% dos meninos que vivem nas ruas já usaram internet alguma vez na vida. Deste total, 30% navegam duas ou três vezes por semana e 55% passam mais de uma hora conectados à rede.

(...)

'Antes, estes meninos estavam em um campinho de futebol, mas hoje entram nos locutórios para baixar filmes, escutar música e jogar na internet', disse Marisa Graham, diretora do projeto, ao jornal "Perfil"".(Folha Online)

Deixa eu ver se entendi bem: meninos de rua acessam internet em Buenos Aires. À parte o nível de escolaridade dessa meninada (97% acessam a internet!!!), eu acho uma cretinice incluir digitalmente, mas não incluir social e economicamente; porque não colocar essas pessoas numa instituição onde, além de internet à vontade, poderiam ter educação, alimentação, lazer, sem ter que limpar os vidros dos carros em sinais de trânsito?

Mais cretinice: "ONGs também se dedicam à causa [da inclusão digital].
É o caso da Fundação Criar Vale a Pena (CVLP, sigla em espanhol), que ensina meninos e meninas de bairros carentes a criar vídeos sobre suas próprias vidas, no computador."

Novamente: porque, ao invés de ensinar futuros marginais a empunharem cameras de vídeo para sensibilizar o público de algum festival de cinema na Europa, essas ONG's não trabalham para transformar a vida desses meninos e meninas de rua, oferecendo educação e instrução para uma vida decente no futuro? (Não digo cursos para padeiro, mas que dêem real perspectiva para eles...)

segunda-feira, 11 de junho de 2007


Se você recebeu um mail ou algum amigo mandou pra você por MSN uma notícia sobre a queda do asteróide 2-Pallas na Terra, em Julho de 2007, parabéns: você foi premiado com mais uma campanha publicitária criativa do tipo "marketing de guerrilha", no qual consiste em divulgar um produto de uma forma totalmente não convencional e inesperada, o que está se tornando cada vez mais presente na nossa vida. Na verdade, segundo o astrônomo Hemerson Brandão, no seu site "Revista Macrocosmo.com", que me desfez o pânico inicial do factóide, "o Pallas que 'cairá' na Terra é na verdade o novo carro da Citroën, modelo “C4 Pallas”, que será lançado no Brasil em Julho."

Portanto, palma palma, não priemos cânico!!!

1 - Ontem, fazendo compras num grande supermercado de Brasília, me deparei com algo que só via na minha comunidade do Orkut sobre a História do Integralismo no Brasil: enfim, dei de cara com dois "Carecas" de butique, ou coisa que o valha. Ambos, filhos de uma abastada classe média, desfilavam com suas camisas "Oi!".

2 - Hoje, lendo o portal G1, vejo um grupo direitista hindu fazendo uma campanha porta-à-porta nas Lan Houses indianas, pelo bloquei do Orkut. O espaço, segundo o grupo, estava sendo usado para falar mal de facções religiosas do país, e "perturbar a harmonia pública". Os direitistas hindus fazem parte "do crescente número de vigilantes culturais que se opõem ao que chamam de ampliação da presença ocidental no país"(1).

3 - O partido do Sarkozy, o conservador União por um Movimento Popular, obtém maioria no legislativo francês, arrebanhando quase 40% dos votos.

O século XXI está acompanhando o avanço lento das direitas pelo mundo. Agora resta saber qual será o futuro: se "Admirável Mundo Novo" de Huxley, ou "1984" de Orwell.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Intolerância: TV


Terça-feira a noite estava assistindo o Jornal da Record. O anúncio de uma matéria me chamou a atenção: "Exclusivo: imagens inéditas do rabino Henry Sobel furtando as gravatas nos EUA". A chamada se deu em todos os blocos, sempre ressaltando o furto, e afirmando que foram achadas provas de mais dois episódios parecidos, ainda na Flórida. A reportagem só entrou no ar no último tempo do último bloco.

É de se pensar o porquê de se revisitar um episódio chato de uma pessoa tão respeitada? Se ainda fosse uma celebridade, ainda vá lá, dá IBOPE, e a estrela agradeceria o foco da mídia. Mas sabemos da importância de Sobel na consolidação das liberdades no país, e na denúncia das atrocidades cometidas na ditadura militar, auxiliando no livro "Brasil Nunca Mais". Ele já se retratou e, convenhamos, o que é o furto de gravatas de luxo em comparação dos incontáveis crimes de abusos sexuais de padres pervertidos, ou a farra de dinheiro e poder da Igreja Universal? Porque alguma outra rede de TV não volta a divulgar os vídeos do Edir Macedo contando dólares da sua primeira IURD nos EUA, ou ensinando a nata dos pastores a arrecadar

Eu estou sentindo um cheiro de intolerância religiosa por parte da Rede Record, em ressaltar tanto uma matéria pífia, que poderia ser exibida logo no início, pra preservar a imagem do rabino. Não é a primeira vez que a Record, ou melhor, a Igreja Universal do Reino de Deus, evoca uma campanha contra alguma outra religião. As religiões afro são as mais atacadas, e na Bahia, pelo que me contaram, travam-se verdadeiras batalhas religiosas.

O século XXI está se mostrando muito intolerante, e, se continuar assim, poderemos ver os mesmos espetáculos de crueldade vistos no anterior, por mais que haja uma consciência histórica do ocorrido e toda uma legislação dando garantias às minorias.

P.S.: No momento em que escrevia este post, a Record, novamente, anunciava novas revelações sobre o rabino. Pode?

Óscullos e amplexos

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Cacau Menezes e a "cidade que já foi"


O Cacau Menezes até tem umas tiradas legais. Tá bom, o cara é engraçado, caricato. Tem lá seus defeitos - como todos tem. Quem é de Santa Catarina, ou é das redondezas e pega o sinal da RBS, se diverte com seus comentários no Jornal do Almoço. É filho do jornalista Manoel de Menezes, dono do extinto Rádio Jornal A Verdade, e que tinha grande influência na província, e começou a carreira como narrador de futebol - o mais novo do Brasil, segundo o mesmo se gaba.

O Figueirense tem uma das maiores torcidas de Santa Catarina - se não a maior (não sei se dá pra confiar nessas "estatísticas"). Sem apologias, mas o Figueira é, agora, um time moderno, competitivo, teve uma administração que soube captar investimentos; enfim, superou a várzea, o limbo do Campeonato Catarinense, e hoje compete contra o Fluminense o título de campeão da Copa do Brasil.

Qual o ponto que aproxima os dois personagens? Não é só porque Cacau é avaiano assumido, o que o torna um potencial rival do Figueirense. O que os une - ou os distancia - são duas concepções diferentes da cidade de Florianópolis que ambos, talvez sem o saber, carregam.

Cacau representa a cidade que já foi. Representa uma Florianópolis pacata, interiorana, muito provinciana. Uma Floripa de uns 15, 20 anos para trás, como diz a fala do povo. Cidade onde se podia andar tranquilamente pelas ruas na madrugada, ou mesmo de dia, sem se preocupar com um sequestro relâmpago, um assalto a mão armada. Época feliz com seus Fuscas e Grupo Engenho tocando no Mercado Público. Época de quando por aqui se torcia obrigatoriamente por dois times de futebol: ou Avaí, ou Figueira, e mais um time do Rio ou São Paulo, já que os nativos não davam conta do recado. Esse era um tempo em que tudo era novidade, tudo que vinha de fora era espantosamente novo e radical, e a cidade toda parava pra ver qualquer nota sobre Santa Catarina na Rede Globo, esse pedaço esquecido do extinto Sul Maravilha. Um tempo que se dizia que aqui tínhamos o segundo melhor carnaval do Brasil, só perdendo pro do Rio, e que se decretava, por canetaço, ser a Capital Turística do Mercosul. O apresentador mesmo reprisa várias vezes esse passado glorioso da cidade, dentro da sua eterna coluna no Jornal do Almoço.

O Figueirense, por sua vez, representa o novo em Florianópolis. A capacidade de inovar, de se adaptar e superar limites. Representa uma cidade que não espera: faz. Uma cidade que tem potencial, tem talento, e pode unir o tradicional com o contemporâneo, e ir mais além. Uma cidade que ainda tenta ser qualquer coisa, de gente nova com idéias novas, mas que é sufocada. É o Dazaranha, que une o velho e o atual. Que faz por merecer, se mexe, e não espera algum Bornhausen ou Amin da vida decretarem qualquer coisa. Cidade cuja juventude sai às ruas, impõe respeito, tranca as pontes e mija nos pés do prefeito, até as tarifas de ônibus baixarem. É um lugar que começa a tomar consciência de que não são os paulistas, gaúchos ou cariocas que
estão acabando com Floripa, mas sim a especulação imobiliária que grassa nas áreas de proteção ambiental, acabando com um dos poucos pedaços restantes de Mata Atlântica original.

Isso não tem nada de pessoal, mas é preciso que se diga: Cacau Menezes representa a cidade que não pode mais ser. Representa o atraso, uma cidade-cópia, de quando se tinha vergonha do manezinho do interior, e se imitava até o sotaque dos cariocas. De quando o que se tinha aqui era metade, era incompleto, era preciso esperar o complemento de fora, a anuência de fora. Florianópolis não pode continuar a ser provinciana. O agito cultural não pode vir somente em função dos alunos da UFSC - cuja maioria, diga-se de passagem, nem é dali - ou em função dos turistas. A Lagoa não é o início e o fim cultural da Ilha, e o turismo não deve ser mais um pedaço de mato, praia e mar jogados ali, e os haoles que se virem - mas também não pode ser Costão do Santinho e Jurerê Internacional, transformando a capital num condomínio de luxo fechado. A cidade não faz jus, nem de longe, ao título de Capital Turística do Mercosul - um lugar que explora o turista, e não o turismo, não merece essa alcunha. Uma cidade que culpa os haoles, os forasteiros, pelas desgraças que elas mesmas deixaram acontecer. Enfim, uma cidade que ama e odeia o que vem de fora.

Florianópolis deveria tomar a consciência de um Figueirense - com alguns apartes sociais, obviamente. Deveria se reciclar, abrir passagem, ousar, fundir, unir morro e asfalto, Ilha e Continente, mané e gaúcho. Querer ser algo não por meta governamental de um prefeito-administrador-canalha, mas por vontade popular. O nosso povo está continuadamente dando mostras de seu talento. Agora só resta superar a cangalha do passado...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Deu na Folha

Deu na Folha:
"O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta segunda-feira que a ocupação do prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo) por estudantes da universidade, que hoje entra no 33º dia, está insustentável e representa apenas o desejo de uma minoria que procura "encrenca" com o ato."

No contexto da ocupação da reitoria da USP, o que é "desejo de uma minoria que procura "encrenca""?

Esse cara ainda quer ser presidente do país...
E ainda falam do Lula e suas metáforas...
E o povo ó...

Óscullos e amplexos